O Último Sorriso do Joker: A despedida do The Adicts em São Paulo

Com o anúncio da turnê de despedida, os mestres do "Punk Droog" preparam um adeus digno de Stanley Kubrick no Carioca Club, e de uma noite de celebração, confetes e hinos imortais.

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Marcello Fim

3/16/20262 min ler

O Último Sorriso do Joker: A despedida do The Adicts em São PauloO Último Sorriso do Joker: A despedida do The Adicts em São Paulo

Existem bandas que tocam punk rock e existe o The Adicts. Se o gênero muitas vezes é associado ao niilismo e à raiva, o quarteto de Ipswich, na Inglaterra, sempre preferiu o caos colorido e a estética ultra-violenta (porém festiva) de Laranja Mecânica. Mas agora, após quase cinco décadas de estrada, o sorriso icônico de Monkey e sua trupe se prepara para o ato final.

A turnê que desembarca em São Paulo no próximo dia 22 de março (domingo) carrega um peso diferente. Não é apenas mais uma vinda dos ingleses ao Brasil, é a chance definitiva de presenciar um dos shows mais lúdicos e visualmente impactantes da história do punk. Para quem já esteve sob a chuva de confetes, cartas de baralho e serpentinas da banda, sabe que o The Adicts transforma o mosh pit em um picadeiro onde clássicos como “Viva la Revolution”, “Bad Boy”, “Falling in Love Again”, “Chinese Takeaway”, “Johnny Was A Soldier”, “Easy Way Out”, “Numbers”, “Songs Of Praise”, “Steamroller” e muitas outras músicas que são entoados como hinos de uma geração que nunca quis envelhecer.

A expectativa é de um "reunião de família". Ver o guitarrista Pete Dee e o vocalista Monkey dividindo o palco pela última vez em solo paulistano é a garantia de uma noite histórica. O setlist promete percorrer desde o lendário álbum Songs of Praise (1981) até os trabalhos mais recentes, mantendo viva a chama do "Punk Droog" até o último acorde.

5 Curiosidades sobre a Estética e a História do The Adicts

Para você entrar no clima dessa despedida, separamos cinco fatos que tornam essa banda única no universo punk:

  1. O Conceito "Droog": O visual da banda é inteiramente inspirado nos "Droogs", a gangue do protagonista Alex no filme Laranja Mecânica (1971), de Stanley Kubrick. A maquiagem de Joker do vocalista Monkey, no entanto, é uma adição autoral que mistura o palhaço circense com um ar sinistro e teatral.

  2. Punk com Confete: Enquanto bandas da mesma época apostavam no choque visual e na sujeira, o The Adicts inovou ao levar adereços lúdicos para o show. O uso de serpentinas, cartas de baralho e glitter tornou-se sua marca registrada, criando uma atmosfera de "festa caótica".

  3. Hino Revolucionário: "Viva La Revolution" não é apenas a música mais famosa deles, ela se tornou um hino em diversos países e já foi utilizada em trilhas sonoras de jogos de videogame e filmes, furando a bolha do punk rock underground.

  4. A Formação Quase Imutável: Diferente de quase todos os seus contemporâneos de 1977, o The Adicts manteve sua formação principal (Monkey, Pete Dee e Kid Dee) por décadas, o que explica a química perfeita e a energia constante de seus shows.

  5. Independência é a Chave: Mesmo com o sucesso comercial de alguns álbuns nos anos 80, a banda sempre fez questão de manter o controle criativo total sobre sua arte, o que permitiu que continuassem sendo "estranhos no ninho" da indústria fonográfica até hoje.

SERVIÇO – THE ADICTS EM SÃO PAULO

  • Data: 22 de março de 2026 (Domingo)

  • Local: Carioca Club (Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros)

  • Abertura da casa: 18h

  • Ingressos: Fastix

  • Valores (Meia/Solidária):

    • Pista: A partir de R$ 180,00

    • Camarote: A partir de R$ 250,00

  • Classificação: 16 anos (menores apenas acompanhados de pais ou responsáveis)

Texto: Marcello Fim/The Music Mix - Foto: Flávio Santiago/On Stage