Strigah anuncia “Zoetia”, álbum de estreia que funde metal experimental, misticismo e forte crítica ambiental
Com lançamento marcado para 29 de junho via Coffinjoe Records, quarteto paulistano une polirritmia e referências a Krenak, gnosticismo e colapso moderno
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Redação The Music Mix
5/30/20262 min ler
O metal nacional ganha uma de suas obras mais conceituais e audaciosas do ano. A banda paulistana Strigah anunciou oficialmente o lançamento de seu álbum de estreia, "Zoetia", que chega às plataformas de streaming no dia 29 de junho através do selo Coffinjoe Records. O trabalho é uma imersão profunda que cruza as fronteiras do metal moderno, prog, industrial e o metal experimental.
O título do disco é um neologismo criado pelo próprio grupo, fundindo as palavras zoe (vida, em grego) e goetia (feitiço). Essa ideia de "feitiço da vida" amarra um tracklist cirúrgico, estruturado sobre o caos da vida urbana, o anticolonialismo e a urgência climática. Nas letras, a banda não se esquiva da política: evoca lideranças indígenas como Ailton Krenak e Davi Kopenawa, homenageia defensores da floresta assassinados — como Bruno Pereira, Dom Phillips e Dorothy Stang —, ao mesmo tempo em que passeia por imagens da cabala judaica, bruxaria tradicional e gnosticismo.
Sonoramente, o Strigah foge do feijão-com-arroz do metal convencional. O público pode esperar por uma parede de som guiada por grooves complexos, polirritmia, quebras de tempo imprevisíveis e atmosferas industriais, balanceadas por passagens melódicas e efeitos de profundidade.
Radiografia das Faixas: O "Tratado Sobre Ambientes" do Strigah
O álbum é dividido sob a ótica de diferentes ecossistemas em conflito:
A Propriedade é Roubo: Crítica direta ao latifúndio e ao garimpo, homenageando a memória de Bruno Pereira, Dom Phillips e Dorothy Stang.
Espírito da Cidade: Mergulho no caos urbano, abordando violência de classe, repressão policial e o sufoco do gás lacrimogêneo.
Xamanismo Urbano: Um hino anticolonial que denuncia o genocídio indígena, o agronegócio e as queimadas na Amazônia.
Extinção Humana Voluntária: Uma das faixas mais diretas e brutais do disco, expondo o horror dos matadouros e a exploração animal.
Florestas Digitais: Crítica à alienação tecnológica, redes sociais e o esgotamento mental da sociedade hiperconectada.
Eu Sou Tetsuo & Maldito Demiurgo!: Faixas voltadas às mutações corporais, dissociação urbana e reflexões gnósticas sobre o ego.
Ficha Técnica e Próximos Passos
Formação: Kaio Felipe (vocal), Samanta Tica (baixo), Eleonardo de Paula (bateria) e Matheus Figueredo (guitarra).
Produção: Mixagem e masterização assinadas por Yukio Hara; identidade visual e capa por Jennifer Erny e Luiz Alcamim; clipes produzidos pela RageBox Prod.
Show de Lançamento: A banda se apresenta em breve no Hot Pub, em Santo André/SP, onde registrará imagens ao vivo para o videoclipe programado para o fim de julho.
Link para Ouvir/Pre-save: Found.ee / Strigah Zoetia
Fonte: Redação The Music Mix com informações de Tedesco Mídia - Foto: Chev
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